quarta-feira, 26 fev 2020
Administração

Qual é sua fraqueza?

Tenho visto várias pessoas sucumbirem na estrada da vida vítimas de suas próprias fraquezas, e isso é bem natural, apesar de ruim; afinal nós não vamos fraquejar no que somos fortes não é verdade? Quem vai nos trair e fazer cair nos abismos de nossos erros serão sempre aquelas coisas que nos fazem ceder à tentação de obter o que achamos que é melhor, mais prazeroso ou pode nos satisfazer mais, de preferência à  curtíssimo prazo. Mas o que afinal são “fraquezas”? e qual a sua importância real em nossas vidas?fraquezas

As religiões, principalmente as cristãs, tem dado sempre muita ênfase a fraqueza de nossa carne e ao poder do mal em se aproveitar dessas fraquezas para nos “tentar”, nos incitando a entrar pela “porta larga” da perdição, na ilusão de usufruir prazeres e satisfações carnais. Delegando à uma ou mais entidades a tarefa de nos seduzir ao caminho que leva à queda moral, muitas vezes vamos talvez achar que  nossa responsabilidade não é tão grande assim, afinal somos apenas seres de carne num mundo de tentações difíceis de se resistir.

Esta semana conversando com minha esposa sobre esse assunto ela me resumiu numa frase simples seu conceito de fraqueza dizendo: “fraqueza é aquilo que a gente faz por querer”, ou dizendo em outras palavras, se erra por querer, a singeleza dessa afirmação me fez pensar sobre o assunto e coloca-lo aqui, pois quando pensamos nos vários problemas que nos surgem na vida, sejam de relacionamento ou outros quaisquer, dificilmente assumimos a responsabilidade das consequências de nossas falhas, principalmente porque muitas vezes as fazemos por querer mesmo, até que elas retornem a nós com a força de um tufão destruidor, aí só sobra o “choro e o ranger dos dentes”.

Muitas doenças mentais cursam com o que se chama de compulsões, irresistíveis e inconscientes que, com frequência, podem destruir a vida do indivíduo, são casos como o Transtorno Bipolar ou do TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo). Essas são condições médico/psiquiátricas nas quais será necessário um intervenção severa, incluindo-se aí o uso de medicamentos para controlar os surtos e que estão além do controle apenas pela nossa vontade; mas excetuando-se essas condições patológicas nas outras valem recursos mais simples que exigirão apenas que paremos de nos dar a desculpa de que somos fracos mesmo e não conseguimos resistir à essa ou aquela tentação, assumindo uma posição mais responsável de donos do nosso destino, de certeza com isso vamos ter menos consequências negativas de nossos desatinos em nossa vida. 

A fraqueza é  inversamente proporcional a nossa vontade de fazer o que é certo e ao que vai nos afastar para longe dos conflitos, da dor e do sofrimento, assim se nos deixarmos levar por aquelas coisas que desde sempre nos fazem errar não teremos a quem culpar além de nós mesmos, afinal foi o que quisemos naquele momento. Quantos problemas já arranjamos afinal por seguir o adágio cômico “fi-lo porque qui-lo”? Se botarmos a mão na consciência veremos que normalmente o que nos falta é apenas vontade de evitar o erro e fazer o certo.

Essas fraquezas, em sua maioria estão associadas à algum tipo de prazer ou recompensa como o sexo, o uso abusivo de bebidas, a gula, as compras, e muitas outras e são movidas, de início, pela angústia e ansiedade do fazer, seguida por uma rápida sensação de bem estar e alívio ao se completarem, mas depois podem ser seguidas de uma bruta “ressaca moral” que inclui a culpa, o arrependimento e o remorso, num ciclo difícil de se romper.

Para superar isso e a nossa própria falta de decisão, são necessárias duas coisas essenciais, uma é descobrir, sem hipocrisias, qual é, ou quais são,  nossas fraquezas. Olhar e trazer à luz nossos conteúdos mais negativos contidos em nossa Sombra vai ser o primeiro passo para nossa própria superação.A segunda coisa é botar a nossa vontade e determinação para funcionar, deixando de fazer o que sabemos ser pior para nós, por querer, pois afinal mais do que burrice isso é uma loucura!

 

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ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS