quinta-feira, 20 jun 2019
Administração

Ser atormentado

atormentadoContinuando a série de posts “ser” quero mudar um pouco o ângulo pelo qual abordei esses temas anteriormente; se os coloquei sob uma perspectiva que vinha do interior de cada um se refletindo no mundo e nas relações externas agora vou falar de como as influências externas podem nos afetar. Essas a que me refiro não são aquelas preocupações mais comuns tipo: dinheiro, romances, problemas familiares, etc. São de outra instância, a espiritual, de onde temos pouco ou nenhum conhecimento.

Tenho visto ao longo dos anos me chegarem pacientes com os mais diferentes tipos de patologia, e em todas existe um componente interno, de sua própria psiquê alterada, que os torna doentes em algum nível, mas, quando se trata de influências externas, intrusivas e renitentes, o problema fica deveras complexo, pois nesse tipo de patologia se distorcem os componentes internos que estruturam e organizam a vida mental e emocional do paciente, que além dos sofrimentos que carrega desta vida ainda vai ser obrigado a sofrer pelo de vidas que já se passaram, se tornando um ser atormentado. É o  que acontece, por exemplo nos casos de TOC ( transtorno obsessivo compulsivo) e na esquizofrenia. Estes transtornos e patologias do espírito cursam com um grau de atormentação e dor muito grandes, enlouquecedores, de difícil tratamento e controle, a não ser pelos mais modernos psicotrópicos. A psicopatologia atual ainda não tem respostas satisfatórias para indicar a origem desses problemas, em grande parte por deixar de fora das possibilidades das doenças ser de origem espiritual e cármica.

Quem sabe o que é Carma sabe do que estou falando, pois não é possível nos escondermos de quem fizemos sofrer no passado ou de atos contra a vida ou mesmo a natureza e esperarmos que isso simplesmente desapareça. Nesse nível de afecção teremos a contrapartida dessas ações, sempre é coerente com seus efeitos. Normalmente findamos arranjando um sem número de inimigos ao longo de diversas vidas, seres inteligentes como nós, que a depender do plano em que se encontrem podem nos afetar em maior ou menor grau, menos fisicamente, pois isso só é possível a quem se encontra no mesmo plano.

Essas formas de vingança variam muito, e podem ser desde pequenos transtornos até patologias severas onde se perde completamente a conexão com a realidade e a personalidade se esfrangalha. Pensamentos obsessivos, alucinações auditivas e visuais, desejo de suicídio, compulsões sexuais e alimentares, todas são formas dessa vingança se concretizar. Não que queiramos transformar todas as patologias em problemas de influência espiritual como o era na Idade Média, mas que eles existem disso podemos ter certeza, basta prestar atenção às queixas de quem sofre.

Esse tipo de problema as religiões e a ciência tem batizado com inúmeros nomes, embasados nas mais diferentes crenças e teorias, mas que no fim vão se resumir a dois tipos de alterações: uma interna, vinda de problemas de nossa própria bioquímica ou fisiologia outra externa materializada na forma de demônios ou problemas sócio-culturais de complexa explicação, entendidos apenas por experts na relações humanas. Mas no final a única coisa pela qual os pacientes suplicam é por um pouco de paz, que lhes permita descansar e viver sua vida sem grandes problemas e sem tormentas. Só que isso, que parece pouco, às vezes se torna uma missão quase impossível, pois as dívidas são praticamente impagáveis e a única moeda que lhes serve demora e ser desenvolvida, chama-se AMOR, coisa que bem poucos sabem usar.

Os ambientes religiosos, o apoio familiar, o tratamento psiquiátrico e espiritual, a busca por atos e uma vida digna são preciosos pilares a nos apoiar nessa caminhada árdua, mas acima de tudo o desenvolvimento interior do amor latente, que mora no interior de todos os seres e a melhoria das relações humanas, procurando fazer o que é certo, de acordo com a consciência divina com a qual temos forte conexão, vai nos colocar no caminho correto para nos permitir um dia, talvez até numa vida futura, adquiramos a paz tão almejada.

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ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS