quarta-feira, 24 abr 2019
Administração

A coragem essencial

imagesTenho visto problemas dos tipos mais variados ao longo dos meus anos como terapeuta e busco, sempre que possível, ajudar meus pacientes auxiliando-os a encontrar respostas e recursos em si mesmos, amparado pelas técnicas da Terapia de Vidas Passadas e da psicopatologia geral. Mas existe um ponto em comum que vejo tanto ajudar como atrapalhar nossos esforços de cura, a coragem, ou sua falta, de enfrentar os problemas e o medo que muitas vezes paralisa meus clientes. O que posso dizer sobre esse medo é que ele é uma emoção primária, presente em todas as formas de vida, mesmo as mais primitivas, como uma forma de defesa e preservação da própria vida, mas nos seres humanos, dada a complexidade da nossa psique, ele pode assumir formas patológicas que se tornam verdadeiras prisões psíquicas, essas podem assumir a forma de fobias, tiques e temores infundados. Nessas situações pude perceber, com o tempo, que na base de qualquer esforço de cura necessariamente temos que passar pela superação desses medos, pois estes, impedem que tenhamos progressos efetivos no processo psicoterápico.

A coragem é um termo de definição difícil, associado a força, energia moral e habilidade para enfrentar situações de risco ou superação do medo, não necessariamente uma emoção ou qualidade intrínseca da personalidade, tendo muito e ver com as crenças, a fé e o uso da razão e é mais uma atitude ou impulso do que uma emoção. Relaciona-se também com as motivações que impelem o indivíduo num sentido de enfrentamento do que lhe amedronta, certas situações vão ser mais ou menos estimuladoras do que chamamos de coragem. Assim temos que, independente da psicopatologia, a vontade e fé na cura, além da coragem de enfrentar as próprias fraquezas e dificuldades são condições essenciais para que os pacientes consigam superar seus problemas e chegar à cura ou pelo menos adquirir algum equilíbrio perante a vida.

Tenho visto isso na minha prática clínica diária, muitos de meus pacientes, inclusive os psicóticos, tem muitas vezes seus progressos interrompidos pelo fator medo, este pode ser de qualquer coisa e até de coisa nenhuma, sem um objeto específico, assim se põe a perder ou atrasar às vezes muitos meses ou anos da terapia e da própria vida. Pelo contrário quando estes mesmos pacientes encontram em si a coragem necessária, conseguem chegar rapidamente à cura, ou pelos menos à uma grande melhora em sua qualidade de vida. Muitas vezes a coragem é apenas o enfrentamento de nossos medos internos, e não nenhuma emoção sobrenatural fora do alcance dos mortais comuns, é a simples decisão do ir e frente e fazer, independente de qualquer coisa, apesar dos pesares e das dúvidas que nos assaltam.

Por fim tenho que falar de um outro tipo de medo, que também não é incomum, e que está mais relacionado à nossa longa caminhada espiritual, o medo de assumir certas responsabilidades com as quais nos comprometemos vidas atrás. Esse medo pode ser apenas intuitivo ou mais claro como em alguns médiuns que tenho encontrado, que se acham doentes da mente, quando na realidade estão adoecidos do espírito, por postergarem seus compromissos. Sem coragem de levarem em frente projetos deixados adormecidos em seu inconsciente, sofrem reveses psíquicos  e emocionais que afloram à consciência como uma torrente incontrolável, e que os adoece e faz sofrer. Existe somente uma atitude que pode reverter isso, a coragem de enfrentar tais obstáculos, e por último nosso próprio comodismo  e covardia perante a vida, vamos em frente então, pra que adiarmos nossa própria realização e felicidade?

 

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ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS