sábado, 21 set 2019
Administração

Dever cumprido

Em minhas experiências com as vidas passadas de meus pacientes tenho aprendido muito, principalmente no sentido do que pode ou não nos fazer feliz nesta e em outras vidas. Uma das coisas que vejo com frequência, depois de findas as vidas, é que a chamada felicidade repousa em grande parte na sensação de dever cumprido. Isso me chamou a atenção, porque afinal nos sentiríamos felizes apenas por cumprir deveres? A pensar apenas em termos de existência no sentido lato da coisa isso fica meio obscuro; normalmente associamos felicidade a prazer, realização, conquista, e não a se cumprir algo, ainda mais um “dever”, coisa que parece ter um cunho de obrigação.

Mas se ampliarmos  nossa visão sobre nossa vida multimilenária, em que nossa consciência viaja no Cosmos ao longo de eras, dilatando tempo e espaço ao infinito numa busca incessante pela evolução, fica mais fácil entendermos porque aquele tipo de sentimento ocorre.

Vamos nos imaginar como aqueles espíritos viajantes a que me referi, e que para fazermos essa longa viagem muitas vezes dispomos de um plano, uma programação, com objetivos a serem alcançados em prol de nós mesmos, desejando sempre nos superarmos e às nossas fraquezas; a partir desse raciocínio será possível entender por qual motivo o espírito se sente tão feliz ao realizar aquilo a que se propôs aqui, na vidacosmos terrena. Vai ficar claro então que a felicidade que sentiremos ao deixarmos esse plano vai ser proporcional ao nível de nossas conquistas pessoais, principalmente de crescimento interno e enobrecimento de caráter. É por isso que nosso espírito se sente tão feliz pelas superações a que se deu, nem tanto pelos prazeres que desfrutou ou pelo reconhecimento que obteve da sociedade que o cercava, mas pelo que cresceu acima de suas próprias fraquezas.

Somente a vida espiritual pode explicar esse tipo de sensação, que felicidade poderíamos sentir a partir de realização tão imaterial  e esquisita quanto ter simplesmente de cumprir uma tarefa? Só que essa não é uma tarefa qualquer, é a tarefa a que nos propusemos na encarnação atual e para a qual nos preparamos no astral sabe-se lá por quanto tempo.

Os tipos de deveres são tão diversos e infinitos como são as necessidades espirituais de cada um, todo ser vivente tem suas próprias necessidades e carências e cada um cresce mais em determinado rumo a depender de suas capacidades e vontade; mas intuitivamente todos sabemos qual o nosso propósito aqui, e até quais as maiores fraquezas internas que teremos que superar, basta prestar um pouco de atenção às nossas intuições e ouvir nossa voz interior que teremos uma bússola fiel a nos guiar pela vida.

Espero que você ouça a sua e, ao deixar a existência atual sinta-se realizado e feliz , sabendo que cumpriu os deveres que lhe cabiam nesta vida.  Só assim seu espírito se satisfará e ficará completo para enfrentar novas provas nas existências do porvir.

 

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ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS