quinta-feira, 20 jun 2019
Administração

A verdadeira riqueza

Conversando esta semana com um conhecido de muito tempo tive um insight interessante sobre a riqueza material; meu conhecido é uma pessoa de muitas posses em minha cidade, conhecido como um homem muito rico e importante, mas me surpreendeu com uma observação aparentemente sem importância. Estávamos jantando num restaurante com vista para o Rio Negro, portentoso rio da Amazônia, e estacionado nele havia um iate imenso, luxuosíssimo de bandeira canadense, meu companheiro de jantar também reparou na embarcação e me disse que havia passado ao seu lado dias antes e conseguido falar de longe com o proprietário.

Ele lhe disse que estava em viagem internacional e que seu iate custava em torno de cinquenta milhões de dólares, logo se vê que o Sr. era milionário, em dólares. Notei que meu amigo, já muito rico, parecia embevecido em falar do barco e de seu proprietário, falava de como nunca teve a oportunidade de entrar em um iate assim e de todo o luxo que devia haver lá dentro, viajei também imaginando como seria seu interior e no seu desfrute. A partir daí não tive como deixar de notar que a riqueza, como a beleza, está nos olhos de quem vê. Para meus padrões o milionário era meu amigo, já para o seu o dono do barco é quem era rico verdadeiramente, de outras tenho certeza que minha própria condição pode ser considerada de riqueza à alguém menos privilegiado socialmente.riqueza O que vem a ser a riqueza afinal e onde ela está? que tipo de realização pode nos trazer  ou será que ela tem o dom de nos fazer felizes de verdade?

Inicialmente posso dizer que o que vem a perecer riqueza está relacionado intimamente aos símbolos que a representam, seja o número de camelos que um beduíno no deserto tem, ou a quantidade de terras e títulos que ostentam os príncipes da Europa ou ainda os carros e barcos com que os ocidentais passeiam em desfile pelas grandes cidades. Caso a conta bancária de alguém possa estar recheada, mas ele ande como uma pessoa humilde, sem exibir símbolos que comprovem sua riqueza dificilmente será tomado como rico pelos seus pares. Agora se isso faz alguém mais ou menos feliz cabe a cada um decidir; essa condição parece estar mais relacionada à nossa vaidade do que à nossa conta bancária.

Lembro de uma amiga, muito vaidosa, que estava em crise de valores uns anos atrás a quem perguntei o que ela queria de verdade: ser rica ou ser feliz? A resposta perecia óbvia, mas não foi e ela não soube me responder, estava realmente sem saber o que lhe era mais importante, fiquei surpreso, mas isso me fez refletir. Que poder a riqueza ou o que ela nos pode trazer é este? pode nos fazer ficar sem saber ao que damos valor de verdade, arriscando até o que poderia ser resumido como felicidade.

Uma das primeiras coisas que aprendi sobre a felicidade é de que ela tem a capacidade de nos trazer a paz, algo como um sentimento de estar em harmonia com nós mesmos e o universo. Já o desejo e a riqueza se relacionam mais à vaidade, inveja e findam levando a uma ansiedade febril de ter e ostentar cada vez mais. Mas também não dá pra ser feliz na miséria ou pobreza extremas, uma vida de carência ou necessidades vai levar o homem e a mulher a não terem espaço em sua mente e sua vida para almejar algo mais nobre e sutil que satisfaça as necessidades de seu espírito, e falando neste vale uma reflexão.

As religiões e doutrinas espiritualistas normalmente associam a riqueza à infelicidade, com algumas exceções  a riqueza  parece ser algo amaldiçoado a quem deve-se criticar e recriminar com força, será esse conceito verdadeiro? A noção de usura e pecado que algumas crenças e igrejas dão à riqueza material é real? Quais lições o espírito guarda de suas vidas mais pobres ou ricas? Bem, são muitas as questões, só posso dizer aqui que as lições e aprendizados do espírito são muito individualizados, e a riqueza e a pobreza são instrumentos desse aprendizado, adaptados às necessidades de cada espírito em determinado momento de sua evolução. Só não devemos esquecer que tudo o que conquistarmos materialmente aqui são bens perecíveis e que para o mundo espiritual só levamos em nossa bagagem aquilo que aprendemos em nossa caminhada, o resto é ilusão.

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ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS