terça-feira, 23 mai 2017
Administração

Pais, mães e filhos

Um problema recorrente no consultório são as dificuldades de relacionamento entre pais, mães e filhos. Uma paciente minha já conhecida de outras postagens como “a jovem que queria engravidar” após ter encontrado as respostas que buscava para suas dificuldades de ter um filho passou a se queixar das complicações que tinha para expressar-se amorosamente em família, o seu afeto parecia bloqueado e com dificuldades de interagir com os outros componentes daquela, principalmente sua mãe. Em busca de mais respostas direcionamos nossos esforços no sentido de entendermos quais os motivos de tantas dificuldades; fizemos uma regressão que apresentou situações oriundas de seu inconsciente que trouxeram alguns insights, mas o que aconteceu na regressão posterior foi mais interessante, minha paciente recordou de uma vida aonde foi mulher também e casou com um jovem de poucas posses, coisa que sua mãe reprovou e passou o resto da vida a criticar, isto deteriorou muito o relacionamento entre as duas e perdurou até a morte da mãe.

Ainda na regressão, antes de morrer a mãe ainda teve tempo de pedir perdão da filha pelas suas atitudes, arrependendo-se do que havia recriminado durante toda a vida, mas a filha não teve a mesma facilidade para lidar com suas mágoas. Fomos para frente no tempo e quando foi a  vez da filha morrer teve também suas lições e, logo após a morte, seu espírito chegou a conclusão que tinha perdido a oportunidade de expressar seu amor pela mãe pelas mágoas que havia guardado durante sua vida. Achava sua mãe intolerante, ríspida e inflexível e que impunha sua vontade sempre que possível e, quando não conseguia, se tornava intolerante e crítica,  isso a tinha magoado muito e a impedia de manifestar seu amor à mãe. Com sua morte tudo ficou familiaclaro e ela entendeu que havia perdido a oportunidade de dividir o amor poderoso que existe entre mãe e filhos, na realidade quem perdeu muito foi ela própria; decidiu que depois dessa vida, se tivesse oportunidade iria tentar resgatar aquele relacionamento.

Após a regressão haver terminado a paciente encontrou várias semelhanças entre seu relacionamento naquela vida com sua mãe e o relacionamento com sua mãe atual, admitindo que também tem várias mágoas não resolvidas e que é isso que lhe atrapalha hoje;  uma das coisas que ainda faz é não repensar atitudes, se achando sempre a correta, aumentando a distância entre elas; disse-me que vai procurar resolver logo essas situação. Espero que consiga e sei que não vai ser fácil, uma das coisas que vejo atrapalhar muito os relacionamentos entre pais e filhos são as pequenas e,às vezes, grandes mágoas que se criam entre eles e com frequ6encia, ambos se achando certos, sem impedem de deixar fluir seus afetos deteriorando a vida em família. Pior do que grandes decepções essas pequenas mágoas são como espinhos que ficam incomodando permanentemente o coração das pessoas e vão deixando o amor em segundo plano. Somente com humildade e perdão mútuo vejo se superarem estes obstáculos, como foi o caso da regressão. Vale a pena o esforço, afinal uma das coisas mais belas da vida é o amor entre pais, mães e filhos. Como ouvi certa vez de um jovem esclarecido que tinha perdido o pai: “De pai e mãe muitas vezes é preciso pedir perdão, até quando achamos que estamos certos”. 

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9 Comentários

  1. Me chamo Laysse do Nascimento Portela
    Nasci 20/09/1989
    Tenho uma filha Vitória Nascimento Madeu
    Nasceu 12/08/2007
    Desde que ela nasceu ja sintia que a nossa relação e complicada ela não gosta de mim até já disse que vai me matar. Ela tem muitos ciúmes do pai dela e sempre da um jeito de arrumar intriga. Sinto que devo ter feito algum mal pra ela em outra vida, não consigo ter o mesmo amor de mãe que tenho com meu outro filho. O que devo fazer?

    1. Bom dia Laysse,
      Vc vai ter que se esforçar nessa reaproximação, é bem possível que realmente entre vocês tenha havido algum problema passado, afinal, reencarnamos aqui juntos justamente para resolver essas pendências. No mais é como disse Jesus: “O amor cobre uma multidão de pecados”. Ame sua filha incondicionalmente e com o tempo verá que isso melhorará. Caso contrário leve-a a se tratar em terapia, pois isso também pode ser necessário.

  2. Ola.
    Eu tenho uma relação horrível com a minha mãe.
    Não vivemos mais juntas.
    Mais sempre que ela pode de alguma forma
    Me hostiliza ou tenta me deixar mal.
    Dês de criança ela me ameaçava
    Me entregar ao meu pai.
    Mais meu pai tbem
    Não me quis pois já era casado
    E tem dois filhos..
    Enfim.
    Eu sinceramente não sei o problema que a
    Minha mãe tem comigo.
    Eu sempre fui uma criança normal.
    Eu aprontava sim..
    Mais nunca dei motivo pra ela ter tanta raiva
    Tenho dois irmãos por parte de mãe
    O tratamento dela com eles é normal
    Hoje sou mãe.
    E ela não liga muito para os netos

    1. Olá Karina, o problema que você nos conta tem mais a ver com sua mãe do que com você na realidade. Ela parece muito mal resolvida no papel que assumiu, sabe-se lá porque motivo, mas isso não teve a ver com o seu nascimento e o seu dever como genitora. Seu papel foi o de filha, que teve que conviver com a rejeição e a falta de adequação dela ao status de mãe, o que implica sempre em enormes responsabilidades. A única coisa que lhe resta fazer é tentar um diálogo franco, e se isso não funcionar, use o que lhe aconteceu para aprender a viver melhor o SEU papel. Já ela vai ter que colher depois a mesma falta de afeto que dedicou a quem deveria cuidar. Boa noite.

  3. Boa noite!!! Tenho minha mãe que não nos acertamos muito mas tenho uma namorada de meu pai que nos amamos muito somos muito ligadas e hj fomos em um lugar tipo um lugar esperitual e a moça de la a primeira coisa que disse foi que ela era minha mãe em outra vida!!! Fiquei empresionada porque temos mesmo um amor uma pela outra de mãe e filha.

  4. EU TENHO 39 ANOS NASCI DIA 25/03/1973 EM 2000 NASCEU O MEU FILHO FERNANDO NO DIA 05/01/2000 EU COMEÇEI A TER SONHOS COM O MEU FILHO ONDE EU ESTOU COM ELE E DERREPENTE ELE DESAPAREÇE DE MIM EU COMEÇO A PROCURA-LO FICO DESESPERADA CADE O MEU FILHO, E ACORDO COMO ISSO FOSSE TÃO REAL, EU TENHO MEDO HOJE DE DEIXA-LO SAIR SOZINHO OU IR ALGUM LUGAR COMO ELE NAO FOSSE VOLTAR O ALGO ACONTEÇER A ELE, PORQUE ISSO?

    1. Boa noite Lorize,
      Suas preocupações são típicas de uma mãe amorosa e dedicada; que muitas vezes pelo medo de perderem seu objeto de amor desenvolvem medos e inseguranças infundados, isso chega até o ponto de, em certos casos se transformarem em verdadeiras doenças. Tente não se preocupar tanto e encarar seu papel de mãe com mais naturalidade não restringido a liberdade de seu filho com esses temores, pois isso vai faze-lo sofrer.
      Não transforme sua maternidade numa amarra a aprisionar vocês dois. Pense nisso e boa noite.

  5. Ola! sou viviana tenho 23 anos nasci em 08/12/1987 no dia 11/03/2008 tive um parto prematurao descobri com 6 meses que era gemeos ,dela pra ca só aumentou a minha vontade louca de ser mãe depois no fim de 2010 também tive um aborto espontanio e em fevereiro de 2011 outro aborto espontaneo acho que tem algo a ver com minha vida passada eu e meu marido nos damos muito bem graças a deus temos tudo que um casal gostaria de ter ….não entendo o porque isso acontece comigo que tanto quero ser mãe.
    sera que poderia me ajudar??

    1. Oi Viviana, vivemos hoje as consequências das coisas que realizamos em nossas vidas passadas num eterno ciclo de causas e efeitos, possivelmente você está sofrendo por essas leis imutáveis, por mais que não se lembre ou isso possa lhe parecer injusto. Mas o que posso lhe dizer é que, como diria Jesus Cristo “o amor cobre uma multidão de pecados”, assim independente do que tenha lhe ocorrido em outras vidas para que você tenha hoje que sofrer por isso, creio com com esforço e amor você conseguirá superar esta prova tão difícil para qualquer mulher e dar a algum espírito necessitado a oportunidade de reencarnar. Tenha fé e continue tentando realizar seu sonho. Obrigado.

 

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AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

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