sexta-feira, 26 abr 2019
Administração

A vida como ela é

No reality show da TV Globo do Brasil, chamado Big Brother, tivemos esta semana uma eliminação histórica, Laisa Portela, estudante de medicina, saiu do “jogo” com 88% dos votos. Injustamente rotulado de programa sem conteúdo ou mesmo inútil esse reality tem sim muito a ensinar a todos nós. Verdadeiro laboratório humano, lá podemos ver um microcosmo de todos os tipos de pessoas que encontramos na sociedade e de como elas interagem umas com as outras e buscam seu próprio bem estar.

LaisaFoi o que vimos claramente esse semana com a estudante Laisa, ela não é pior nem melhor do que muitos de nós, apesar de todos de certeza se apresarem a dizer que tem mais qualidades do que ela, querem ver?

A primeira coisa que noto em TODAS as pessoas é que elas são absolutamente míopes para seus defeitos, e quando os vêem são muito complacentes com os tais; a segunda é que para enxergar e criticar o defeito alheio somos todos especialistas; a terceira é que ninguém se acha ruim, ou mal, ou com grandes defeitos de caráter, no máximo achamos que sofremos por confiar demais nos outros ou por sermos muito bons.

Como exemplo vou dar a própria participante do programa, a opinião geral é de que sua grande rejeição e consequente eliminação se deveram a seu temperamento arrogante, manipulador e dissimulado, caráter vulgarmente conhecido como falso. Só que ao ser entrevistada na saída do “jogo” ela ficou assustada em saber que havia sido confirmada como vilã  e tascou “detesto gente falsa e arrogante” justamente as falhas de que lhe acusavam. Quem duvidar disso faça um pequeno exercício, anote num papel seus próprios defeitos e qualidades e veja quem se avoluma mais. A maioria dessas características foi adquirida muitas vidas atrás, normalmente como forma de sobrevivência, depois foram se incorporando à nossa personalidade, e no BBB da vida passamos a seguir automaticamente esses padrões.

É assim que funcionamos, sem notarmos nossos defeitos vamos vivendo a vida manipulando e usando quem está ao nosso alcance, sendo hipócritas muitas vezes e interpretando papéis que não correspondem à nossa personalidade real, que mais cedo ou mais tarde vão nos fazer sofrer, e fazemos isso sem esperar nenhum grande prêmio, imagine se houvesse um para todos como seria…

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ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS