domingo, 21 jul 2019
Administração

O amor e a dor no caso Eloá

Está em julgamento no Brasil esta semana um crime que abalou a sociedade 04 anos atrás, nesse episódio uma jovem de 15 anos foi assassinada pelo ex-namorado de 19 anos, após 5 dias de cativeiro num apartamento de subúrbio. Depois de 3 diasEloá conturbados de julgamento onde ficou exposta a revolta e a dor da comunidade da família e do próprio réu, podemos notar algumas coisas importantes, principalmente em relação ao sofrimento dos envolvidos. Não me referindo à detalhes técnicos ou jurídicos sobre o assunto, pois isso cabe aos juristas e advogados envolvidos no caso, vou me ater aos aspectos psicológicos e relacionados à nossa existência multimilenária sobre o assunto.

Notei, assistindo os noticiários sobre o assunto, que a opinião pública e a imprensa buscam justiça condenando o assassino incondicionalmente, e a família tenta diminuir a dor de sua perda do mesmo modo, mas até onde isso terá sucesso? A dor da perda de um filho é irresolvível e de intensidade altíssima, nada nem ninguém pode aplacar isso, nem a condenação do criminoso nem qualquer tipo de consolo; talvez a forma mais eficiente de se diminuir isso seria com a fé e o perdão, associando-se a essa situação a esperança no porvir e confiando na justiça divina. Mas nem sempre os envolvidos tem condição emocional e psicológica de fazer isso.

Como dizia Jesus: “O amor cobre uma multidão de pecados” e esse talvez seja o único remédio eficiente nessas perdas. Esse amor pode ser a cola que liga os familiares para sustenta-los em momento tão difícil, pode ser também a única forma de se confortar os corações pesarosos da perda, vai ser de certeza a única forma de se conseguir viver a vida novamente com qualidade.

A mãe de Eloá doou os órgãos da filha logo depois de sua morte, mostrando como o amor pode superar a dor e a vida pode nascer da morte, mesmo nos momentos mais difíceis, prestando-se a salvar muitas vidas depois de um episódio tão trágico. O relato da moça que recebeu o coração de Eloá é emocionante pelo reconhecimento e gratidão, dando significância à tão nobre ato.

Caso EloáMas além do sofrimento óbvio dos familiares e amigos da vítima também existem outras pessoas sofrendo muito nessa situação, mesmo de de forma incompreensível, por exemplo o criminoso que sofre pela consequência de seus atos e pela perda da pessoa que dizia amar, mesmo que de forma doentia; de sua mãe que assiste o julgamento e sofre pelas atitudes inconsequentes de seu filho, dos telespectadores que são pais e mães e já perderam alguém de forma semelhante e veem remexidas suas feridas, enfim milhares de pessoas que tem reflexos, principalmente pela mídia, desse crime hediondo.

Talvez essa seja uma boa oportunidade de exercitar em nós mesmos algumas qualidades necessárias para superar os obstáculos da vida’. A compreensão, a tolerância e o perdão são condições essenciais ao bem viver, bem como a esperança o otimismo e a fé; nesse caso podemos exercitar todos eles, em maior ou menor grau, entendendo que qualquer um pode passar por situações semelhantes, em qualquer papel.

E, na minha experiência de consultório já vi muito disso: criminosos e psicopatas em vidas passadas que tem nesta vida a oportunidade de resgatar seus erros, pessoas aparentemente inocentes que sofrem, sem saber o motivo, e simplesmente estão expiando brutalidades passados. Então temos que aceitar que não temos capacidade de entender toda a teia de causa e efeito que nos envolve, e às vezes só nos resta a resignação, mas temos que ter fé pois nenhum sofrimento è em vão e isso vai nos forjar um espírito mais forte e melhor.

 

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ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS