terça-feira, 17 set 2019
Administração

Deus e individualidade

Discutindo esta semana com minha esposa sobre os conceitos de Deus em nós ou de como seríamos parte dele, pude desenvolver algumas teorias a respeito desse tema que sempre foi muito confuso em todas as ciências e religiões, essas teorias são baseadas principalmente no relato de meus pacientes quando lembram de suas experiências no pós-vida e em planos espirituais durante regressões de memória. Fica muito difícil entender como podemos ter consciência de nossa existência como indivíduos únicos e, ao mesmo tempo, nosDeus e nós imaginarmos fazendo parte de uma consciência maior na qual habitaríamos ou seria una conosco. Onde fica no Eu, ou Self sob essa perspectiva? Infelizmente só podemos conjecturar, pois mesmo após alguns milênios de ciência e filosofia essas respostas ainda nos fogem .

Algumas religiões se arvoram a dar logo respostas que muitas vezes desafiam a lógica ou a inteligência,ficando apenas no campo das crenças, cheias de dogmas e preconceitos. Algumas, como as orientais parecem ser mais realistas no sentido de mostrarem como os homens estão imersos no Cosmos e se relacionam com o tempo e o espaço de maneira mais compatível com os conceitos científicos atuais, principalmente com as não tão novas descobertas da física. Mas a dúvida persiste, seríamos nós Deus e ele poderia manifestar sua consciência em nós mesmos, ou participaríamos do grande jogo da existência apenas como criaturas nascidas de uma potência superior, mas destinadas a nunca ter uma integração maior com o Universo, pois nossa própria individualidade e ego não permitiriam essa união completamente.

Bem, posso falar do que tenho visto, e disto posso afirmar que antes de mais nada somos sim, consciências individuais, muito mais sábias e inteligentes do que nossas capacidades manifestadas no mundo físico e, quando nos libertamos do corpo material, essa consciência não deixa de existir, passando a ter uma compreensão maior de seu papel em toda a criação. Dentro desse papel cada um tem várias lições a aprender e percebo que quanto maior o aprendizado, mais integrados vamos ficando em relação à harmonia universal ao mesmo tempo que nos aproximamos e ganhamos maior sintonia com outras consciências, que podemos chamar de espíritos, como nós. Com essa maior proximidade e união o sentimento de completude e felicidade vai aumentando e o espírito viajante do universo infinito vai se desapegando de valores e ilusões a respeito de sua atuação no mundo e de sua relação com os outros espíritos.

Não sei se essa união com Deus um dia se tornará completa, nunca vi nenhum relato nem parecido, mas a sensação de integração e felicidade é maior e melhor a cada passo dado no sentido da ordem e harmonia com Deus, e, ao contrário já tive alguns pacientes que me disseram textualmente que quanto mais se distanciam de Deus mais doentes ficam e menos integrados espiritual e psicologicamente se sentem. Possivelmente iremos passar mais alguns milênios ainda para ter mais algumas respostas, mas não devemos ter pressa nossa consciência indestrutível e imortal vai atravessar esse período de tempo com muita rapidez se aprendermos logo o que devemos saber, mas desde já podemos notar que tudo o que existe é regido por algo ou alguém que teve o ímpeto criativo de fazer um Universo onde habitamos e crescemos como espíritos imortais.

Acho que nossa individualidade nunca vai deixar de existir, simplesmente vamos nos tornando mais próximos e mais harmonizados com tudo e cada vez mais parecidos com nosso criador pelo nosso próprio aprimoramento espiritual e assim teremos uma maior sintonia com ele de pensamentos e consciência que nos deixará muito perto de sua grandeza, mas nunca fundidos ou sem noção de quem somos, pois isso seria perder aquilo que somos, consciências imortais.

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ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS