quinta-feira, 05 dez 2019
Administração

Para quem duvida de terapia ou, como o pensamento muda a matéria.

A revista Isto é de Junho de 2011 tratou de um assunto que suscita muitas dúvidas: a eficácia das psicoterapias, num artigo tratando das novas descobertas sobre a memória abriu um espaço que tratava justamente dos efeitos da psicoterapia na plasticidade cerebral.

O psiquiatra Norman Doidge autor do livro “O cérebro que se transforma”, diz no artigo “Somos o que pensamos ser” que a plasticidade cerebral é muito maior do que se supõe e capaz de se modificar fisicamente por simples influência de nossos pensamentos, imaginação e emoções, tudo isso comprovável pelas novas técnicas de neuroimagem. Norman Doidge

Segundo ele, diversos estudos provaram que ao imaginarmos que estamos fazendo algo o cérebro funciona como se aquilo estivesse realmente acontecendo e, por parecerem fatos reais ao cérebro, este vai reorganizando as conexões entre os neurônios de forma que os circuitos cerebrais passem a fluir de forma diferente apropriada àquela situação, que dizer, é o pensamento alterando a matéria.

Defendendo que Freud, além de pai da psicanálise, foi também um dos primeiros estudiosos a perceber esta plasticidade cerebral, cita uma teoria daquele chamada “Lei da Associação por Simultaneidade” segundo a qual o cérebro ao receber dois estímulos em regiões diferentes fortalece as conexões neuronais por um determinado “caminho” que passa a ser usado a partir daí.

Outra coisa que Freud dizia e que faz concordância com isso é de que todo pensamento é um ato “in nascendi”, quer dizer vamos ser ou nos tornar, o que realmente cultivarmos em nossos pensamentos, ideias e imaginação, pois essas vão se sedimentando muito fortemente com o passar do tempo transformando a morfologia cerebral que passa a funcionar em concordância com os novos estímulos. Assim, de acordo com o cientista, não há como duvidar mais do sucesso das psicoterapias, pois essas fazendo com que o paciente utilize novas formas de pensar e sentir a realidade à sua volta finda levando-o a assimilar novas formas de ser e agir, a partir daí transformando seu modo se ser e sua realidade.

Não posso deixar de pensar em todos os filósofos clássicos e doutrinas religiosas que desde sempre procuraram estimular nos homens a vigilância sobre os seus pensamentos, como por exemplo Jesus Cristo que ao ser perguntado sobre o pecado respondeu que apenas por pensar em faze-lo o indivíduo já o havia cometido. Hoje isto pode ser comprovado, pois como vimos, quando pensamos ou imaginamos algo o cérebro não diferencia essas percepções da realidade em si, assim vivemos o que pensamos em nosso mundo interior.

É bom que nos apercebamos da força de nossas ideias e pensamentos para que possamos direciona-las em rumo seguro e, independente de terapia, todos podemos escolher que caminho seguir e que pensamentos cultivar, para nosso próprio bem.

 

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ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS