sexta-feira, 23 ago 2019
Administração

“Supernatural” e os nossos egos

 supernaturalVendo hoje um episódio do seriado Supernatural tive uma demonstração de como podem variar as várias faces de nosso ego numa obra de ficção, mas que podem servir de exemplo na vida real. Nele os dois personagens passam maus bocados ao serem transportados por um anjo a uma dimensão estranha, onde as coisas acontecem fora do que eles conhecem como normal, essa dimensão é o nosso mundo, no qual não existem seres mágicos, nem duelos ou outros seres sobrenaturais, coisas assim são pura ficção e eles próprios nada mais são do que simples personagens de um seriado popular. O engraçado é que no nosso mundo tudo parece artificial e sem graça. Mas o que mais se chamou a atenção foram as diferenças de personalidade entre os personagens dos dois “mundos”.

Enquanto na dimensão dos personagens do seriado “real” em que eles duelam com seres de outro mundo o tempo todo as coisas parecem bem mais interessantes, na “nossa” seus alter-egos parecem levar vidas insípidas e sem conteúdo nenhum, com muitos poucos objetivos e méritos. Inclusive uma das coisas mais interessantes do episódio é ver os personagens ironizando deles mesmos no nosso mundo. Orapaz que interpreta “Dean” o tempo todo age e se refere a ele mesmo com sarcasmo, desdenhando de suas próprias conquistas e capacidades como profissional e pessoa.

Se nos abrirmos à possibilidade da existência do espírito e sua indestrutibilidade é fácil imaginarmos que o fator tempo e o espaço serão irrelevantes à sua jornada eterna. Fisicamente, por via matemática, hoje se tem comprovadamente 11 dimensões conhecidas e estas não são de certeza as últimas a serem descobertas. Imaginemos as condições de existência nesses planos como seriam. De certeza os méritos desse episódio são de seu roteirista, mas ainda assim é divertido vermos como podemos ser ridículos se nos observamos de outro ângulo, mas não é disto que quero falar aqui. O que quero explorar neste post é a possibilidade física de podermos viver vários tipos de existência, em vários “personagens” diferentes, em dimensões diversas entre si.

Ao nosso espírito o que chamamos de personalidade, ou ego, é apenas uma roupagem necessária à sua consciência, que precisa disso como condição para poder exercitar suas capacidades em determinada época e plano dimensional, apesar desse conceito ser complexo ele pode ser experimentado em determinados estados alterados de consciência quando o indivíduo tem uma liberdade espiritual maior e pode perceber-se independente de sua indumentária física e seu aparelhamento cerebral, por exemplo nas “experiências de quase morte”.

É claro que esses conceitos se encontram mais a nível filosófico, muito distantes de serem comprovados de alguma forma, somente em algumas religiões encontramos meios de ve-lo expresso. Outro dia vi o trecho de uma poesia de Fernando Pessoa que dizia o seguinte: “Minha alma está cansada de mim mesmo”, ora, isso é pura intuição do que nos vai pelo espírito quando este se cansa de nossos próprios desmandos, ou quando nos recusamos a ouvi-lo e vamos vivendo como se apenas existíssemos sem perenidade e sem alma.

Viver, existir, ser, estar, confluir, transpassar, mil outras palavras poderia usar para tentar traduzir o que é nossa existência eterna através dos muitos universos que Deus criou, mas nenhuma seria suficiente para fazer jus a tão maravilhosa criação, basta apenas sentir e tentar viver de forma a criar harmonia entre o que somos e o que queremos ser, para que não nos tornemos como os personagens do seriado, que vendo-se de outro plano só tinham motivo para rir e desdenhar do ridículo que eram as suas vidas.

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ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS