quarta-feira, 19 jun 2019
Administração

Senhores da vida, senhores da morte

Uma das primeiras coisas que se perde quando se passa pela Terapia de Vidas Passadas (TVP) é o temor da morte, aquele temor primordial e primitivo que deu origem a tantos tabus e mitos e que levou, no estudo da psicanálise, à teorização da pulsão da morte. Isso acontece por que, independente de fé ou crença, na TVP todos nos recordamos de muitas vidas, e quando falo recordar é no sentido mais amplo da palavra, com emoções, percepções e impressões de todos os níveis, e, depois de recordar-se de algumas vidas, é natural que nos recordemos das mortes que aconteceram lá também, daí a familiaridade que passamos a ter com essa transição tão mal compreendida entre esses dois planos da existência e que deram origem a tantas crendices e superstições.

corpo luminosoJá tive pacientes que na primeira regressão, logo depois da “morte” de seu personagem, ficaram surpresos ao notar que sua consciência continuava funcionando normalmente, talvez para essas pessoas viria o nada ou ainda um estado de mudança espiritual muito grande, o que evidentemente não ocorreu. Continuamos com a consciência que temos após o desligamento do corpo material, nem melhor, nem pior, apenas com mais esclarecimento e compreensão acerca da existência. Para entender o processo da morte precisamos primeiro entender o significado da vida e para o que estamos aqui, qual o sentido da nossa existência e o que pretendemos para nosso futuro a longo prazo.

Se compreendermos que nosso espírito é eterno e não se encontra preso nem limitado ao nosso corpo material, mas sim ligado à nossa consciência, que é pura energia na forma de pensamentos, teremos a noção de que a vida por toda a eternidade é um conceito perfeitamente aceitável e a reencarnação uma coisa muito natural. Entre a vida e a morte não existe na realidade nenhuma barreira que afora a dimensional, toda a vida é energia que vibra em diferentes frequências e a presente nada mais é que uma etapa no longo caminho da evolução. 

Quando falo de reencarnação não estou querendo me ater a esta ou aquela crença ou religião; para que possamos entende-la temos que inicialmente pensar que ela só existe em termos do mundo físico, para o espírito o que existe é somente o não-tempo, ou se preferir, o eterno presente. A reencarnação vista do astral não existe como uma sucessão de fatos no tempo, pois a vida é contínua, mas como um acúmulo de aprendizados e todos os seres conscientes se manifestam simultaneamente através de suas diferentes personalidades, ou egos, nos diferentes momentos históricos. Para quem está, como nós, mergulhados no tempo, isso pode ser difícil de compreender, mas é o que faz com que a reencarnação possa nos ajudar a vivenciar o mundo físico, e, à medida que elevamos a nossa consciência acima da realidade espaço-tempo em que vivemos passamos a perceber e a ter mais domínio sobre nosso destino.

O poder que temos de direcionar nossa vida e sermos mais ou menos felizes é diretamente proporcional à forma e ao conteúdo de nossos pensamentos, e estes estão condicionados a serem melhores ou piores em função de nossa capacidade de compreender a vida e seus porquês. Nisso estamos presos às nossas próprias crenças, medos e apegos criados pelo nosso ego, quanto mais ignorantes e presos à crenças errôneas, sem vontade de tentar e mudar para outro tipo, apesar do medo que isso normalmente nos dá, mais dificuldade teremos em entender o verdadeiro alcance da existência. Só tendo essa coragem teremos condições de sermos senhores de nossas vidas e quando as findarmos, com a certeza, teremos nos elevado a um nível mais alto na evolução espiritual. Essa evolução não se dá do dia para a noite, são necessárias várias existências para se conseguir algum progresso, digo isso por que verifico que após várias regressões cada indivíduo tem em si um progresso muito lento ao longo de diversas vidas, muito mais em função de nossos próprios apegos, mais do que qualquer coisa. 

Quando falo de diferentes níveis de dimensões de existência não estou me referindo necessariamente a um lugar, mas a um estado de consciência, com planos vibratórios que vamos alcançando à medida em que aumentamos a nossa frequência de vibração. Fazemos isso por meio do amor e do desapego às criações e necessidades do ego compostas dos prazeres do mundo físico: a busca de reconhecimento, do controle sobre os outros, dos desejos e da posse. 

Vem-se ao mundo para aprender a superar a si mesmo, e para isso ser mais fácil ajuda saber que o verdadeiro mundo é o espiritual e é nele que se prepara, conscientemente ou não, todas as experiências que serão necessárias àquilo que o espírito se propõe a aprender, essas experiências milenares podem ser acessadas quando for necessário e houverem as condições apropriadas para isso. Graças aos recursos da TVP, vários pacientes passam a ser senhores de suas vidas e de suas mortes também, deixando de teme-la e passando a entender que ela é um processo natural e necessário dentro de sua caminhada evolucional. À medida que vamos passando por essas etapas, o que chamamos de morte é o que vai permitir vários novos recomeços, possibilitando a atuação da misericórdia divina no seu mais alto grau, aquele que não condena, mas que dá a cada filho da criação a chance de acertar e de se perdoar, setenta vezes sete, se necessário, ou mais do que isso.

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2 Comentários

  1. A Morte é um dos temas mais mal compreendidos hoje. Para muitos, está envolta em mistério e evoca pavorosos sentimentos de medo, incerteza e até mesmo desespero. Outros acreditam que seus entes queridos falecidos não estão mortos, mas vivem como eles em outras esferas! Outros ainda estão confusos sobre a relação entre o corpo, o espírito e a alma. Realmente quero saber do Dr., se possível desenvolver um “post” para o assunto se: Estão os Mortos Realmente Mortos?

    1. Já estou publicando!!

 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS