sábado, 21 set 2019
Administração

Lições de tolerância – 2a Parte

Ontem tive uma experiência maravilhosa que vem me provar o quanto é sábio nosso inconsciente e quanto podem ser úteis as lições podemos ter das vidas que passamos e que estão guardadas nele. Minha paciente D.C., conforme contei no post Lições de tolerância, tem vários problemas na vida por conta de seu temperamento intolerante. Em nossa sessão fizemos uma regressão, aonde a vida que foi lembrada, apesar de absolutamente banal, trouxe lições extremamente assertivas, principalmente por se referirem ao que origina os conflitos na vida de de minha cliente; a história que surgiu foi a de uma mulher com uma vida confortável, sem muitas necessidades, traumas ou carências, mas, apesar disso, com a vida cheia de lições a dar.

Devo ressaltar que nem tudo são alegrias no curso da terapia, por exemplo, a poucas sessões atrás essa mesma paciente estava péssima, disposta a desistir de tudo, inclusive da terapia, achando que não iria mudar nunca sua forma de ser, e convicta de que iria terminar a vida só, apenas após algumas sessões de apoio e muito esforço é que mudou de atitude. Na regressão de hoje, ao final daquela vida pacata aonde o único sofrimento pelo que passou de relevância foi a morte do marido, o seu espírito viu que teve uma vida muito tranquila, feliz e , pelo fato de ser uma pessoa doce, que fazia as coisas com amor, foi muito querida pelas pessoas, com quem interagia muito bem. Ficou marcado para ela, daquela vida, que a simplicidade de ter um coração tranquilo, sem raiva e ódio, foi o que lhe fez ser mais feliz e se sair melhor das dificuldades que passou. Ao relacionarmos aquela vida com a vida atual, no final da sessão, ficou muito claro o que seu inconsciente quis lhe mostrar. Enquanto hoje ela é agressiva, explosiva, com o coração cheio de raiva e revolta, aquela personagem do passado era exatamente o oposto, doce e resignada, e morreu feliz, levando para o pós vida as boas lições que tirou daquela vida.

amizade2Vendo tudo isso tenho observado que D.C. está mudando suas crenças, passando a acreditar mais em si mesma, e em que pode ter uma vida com final feliz se mudar de atitude e modo de ser. As lições de resignação e tolerância que aprendeu com sua vida passada vão, com toda a certeza, motiva-la nas mudanças que serão necessárias daqui para frente e, possivelmente, seus problemas de relacionamento e psicológicos,  como a depressão, melhorarão enormemente. Isso tudo pode e deve nos levar a refletir melhor sobre o que achamos que somos, nossa “personalidade” e o que queremos ser. Para a maioria, ser o que são é algo imutável, faz parte de sua individualidade ou personalidade, assim sendo não procuram verdadeiramente se modificar naqueles padrões disfuncionais que tanto lhes prejudicam, o que é um erro.

Quando realmente queremos, e vemos o quanto podemos ser felizes a partir de certas mudanças de atitude, é perfeitamente possível e realizável mudarmos nosso caráter, ou “personalidade”, e, logicamente com algum esforço; feito isto vamos passar a colher os bons frutos do equilíbrio e da paz que essas ações irão nos proporcionar.

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ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS