quarta-feira, 24 abr 2019
Administração

A amizade e a distância que nos separa dela.

O tempo e a distância para os espíritos são instâncias muito relativas e normalmente insignificantes, isso já foi intuído, descrito e idealizado por poetas e filósofos ao longo da história sendo na atualidade até objeto de alguns estudos em psicologia que tratam da percepção do tempo frente à medição por instrumentos. Tive uma lição real esta semana daquela insignificância. Tenho um amigo de São Paulo, dos tempos de estudante de medicina, que revejo a cada 3 ou 4 anos e com quem tenho, infelizmente, pouco contato, mas que a cada vez que encontro é como se nossa amizade estivesse acabando de iniciar. É o que aconteceu agora em uma visita que ele está me fazendo após algum tempo.imagesCA1ILWZ0

A distância em que moramos é grande e o contato não é constante, mas isso fica irrelevante quando nos vemos. O que me faz notar a passagem do tempo é perceber o quanto nossos filhos cresceram, alguns até já se tornarem adultos, nós, por outro lado, já padecemos de algumas dores, fomos ficando doentes, como consequência da própria idade, e as coisas em nossas cidades se transformarem a um ritmo que não conseguimos acompanhar. Mas a nossa amizade parece não padecer de nenhum desgaste ou envelhecimento como nossos corpos, e está sempre se renovando.

Nessas horas comprovo o que vejo nas histórias de vida passada de meus pacientes, onde amores e ódios antigos, transformados  em amizades, romances e outros tipos de relações, às vezes vem à tona, como se tivessem acabado de acontecer, deixando neles marcas boas e ruins, bons e maus aprendizados, cicatrizes dolorosas que teimam em doer e sentimentos maravilhosos difíceis de esquecer. Isso me faz refletir na enorme capacidade que Deus nos deu para vivenciarmos a vida e toda a sua complexidade, os relacionamentos com toda a sua riqueza; e mais todas aquelas coisas que nos cercam e nos afetam e fazem de nós caminhantes da eternidade, sempre a experimentar e desfrutar da criação divina.

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ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS